terça-feira, 21 de julho de 2015

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

domingo, 26 de outubro de 2014

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

6as. séries - Dica de Inglês pra PROVAAAA!!!

The incredible 'can'! 


Ah, qual é? Essa história do 'can' é muito velha e fácil. 'Can' significa 'poder'. Então nem precisava você escrever isto aqui no blog... eu já sei mesmo..."


Alto lá! Não é bem por aí. 'Can' significa também 'conseguir', 'dá pra' e 'saber'. Depende do momento em que ele - o 'can' - for usado. Ou seja, não vá pensando que 'can' significa apenas 'poder'. Infelizmente, nas escolas sempre ensinam o 'can' deste ponto de vista simplista e acabam deixando passar batido o fato de como esta simples palavrinha é realmente incrível.

Olhe só as seguintes sentenças:
  • Can you drive?
  • Can you open the door, please?
  • Can you give me some help?
  • Can I go with you guys?
  • I can run five kilometers.
Do modo tradicional e simplista - ou seja, traduzir 'can' apenas por 'poder' - você acaba deixando passar coisas bem interessantes sobre o seu uso. Para esclarecer um pouco, vamos ver as sentenças acima traduzidas de dois modos: em vermelho a tradução comum, simplista, que todo mundo conhece e que acha que é única; em azul a tradução mais coloquial, mais nossa, mais compreensível (bom, pelo menos é o que eu acho!).
  • Você pode dirigir? Você sabe dirigir?
  • Você pode abrir a porta, por favor? Dá prá você abrir a porta, por favor?
  • Você pode me dar uma ajuda? Dá prá você me dar uma ajudinha?
  • Posso ir com vocês? Dá prá eu/mim ir com vocês?*
  • Eu posso correr cinco kilômetros Eu consigo correr cinco quilômetros.
Veja como o 'can' pode ser traduzido de modos bem diferentes e da forma como nós realmente costumamos falar em português. Ou você vai me dizer que costuma perguntar aos seus amigos deste jeito: 'você pode nadar?'; 'você pode pilotar um avião?'; 'você pode falar inglês?'? Acredito que o mais comum será 'você sabe nadar?', 'você sabe pilotar um avião?', 'você sabe falar inglês?'.

Para aqueles que gostam de exemplos, aí vai um monte deles:

Dá pra você ficar quieto? Can you be quiet?
Dá pra você vir aqui rapidinho? Can you come here for a while?
Dá pra você me dizer o que está acontecendo? Can you tell me what's happening?
Dá pra acreditar nisto? Can you believe it/that?
Dá pra eu/mim falar com você?* Can I talk to you?
Dá pra eu ficar em casa hoje? Can I stay home today?

Você sabe dirigir? Can you drive?
Você sabe falar inglês? Can you speak English?
Você sabe pilotar uma avião? Can you fly an airplane?
Eu sei falar francês. I can speak French.

Você consegue levantar 100kg? Can you lift 100 kilos?
Meu pai consegue levantar 110kg. My father can lift 110 kilos.
Eu acho que a gente consegue fazer isto. I guess we can do that.

Muito bem... Acho que já deu pra entender, não é verdade? Veja que assim o 'can' pode ser visto com outros olhos. Tudo depende de você! Comece a deixar de lado aquela rotina gramatiqueira e simplista da língua - das duas línguas, claro. Pare também de traduzir tudo como se fosse de um jeito. Comece a ver como as coisas são realmente usadas no dia-a-dia e de vários modos. Não é fácil, mas tenho certeza que você consegue... Just go for it...

Para encerrar, que tal um pequeno desafio? É o seguinte: procure você mesmo criar alguns exemplos usando estes modos diferentes do incredible 'can'. Creio que só assim, você se acostumará com eles. Afinal, como diz o ditado: practice makes perfect! (a prática leva à perfeição!). Esteja certo de que com o tempo você poderá dizer "I can use 'can' in as many ways as 'can' can be used and I bet you can't." (Comece sua prática traduzindo esta sentença, ok?)

Good luck, you guys... Have a nice day...

domingo, 3 de junho de 2012

Música "Paradise" - Coldplay

Pessoal das 7as...

Demorei, mas finalmente consegui postar ... Aproveitem para assistir o clipe e treinar a música

Kisses...

 

 Paradise

When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach
So she ran away in her sleep

And dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Every time she closed her eyes

Ooohh

When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach
And the bullets catch in her teeth

Life goes on
It gets so heavy
The wheel breaks the butterfly
Every tear, a waterfall
In the night, the stormy night
She'll close her eyes
In the night
The stormy night
Away she'd fly

And dreams of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

She'd dream of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

La-la-la-la-la

Still lying underneath the stormy skies
She said oh-oh-oh-oh-oh-oh
I know the sun's set to rise

And so lying underneath those stormy skies
She'd say oh-oh-oh-oh-oh-oh
I know the sun must set to rise

This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
This could be para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

 

Paraíso

Quando ela era apenas uma garota
Ela esperava o mundo
Mas ele vôou fora de seu alcance
Então ela fugiu em seu sono

E sonhava com o para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Toda vez que ela fechava seus olhos

Ooohh

Quando ela era apenas uma garota
Ela esperava o mundo
Mas ele vôou fora de seu alcance
E as balas ficaram presas em seus dentes

A vida continua,
Ela fica tão pesada
O Ciclo da Borboleta se Rompe
Cada lágrima, uma cachoeira
Na noite, a noite turbulenta
Ela fechará seus olhos
Na noite
Na noite tempestuosa
Para longe ela voaria

E sonhos com o para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

Ela sonharia com o para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

La-la-la-la-la

E assim por debaixo dos céus tempestuosos
Ela dizia: ''oh, ohohohoh
Eu sei que o sol deve se pôr para levantar"

E então debaixo daqueles céus tempestuosos
Ela diria oh-oh-oh-oh-oh-oh
Eu sei que o sol deve se pôr para levantar

Isto poderia ser o para-para-paraíso
Para-para-paraíso
para-para-paraíso
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

Isto poderia ser o para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Isto poderia ser o para-para-paraíso
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
 

domingo, 27 de maio de 2012

MUSEU DO FUTEBOL



Estive em visita ao Museu do Futebol ontem.
Nem curto futebol, mas achei que a visita valeu muito a pena!!
Dentre as várias coisas interessantes que vi, um texto realmente me chamou a atenção. Segue abaixo a transcrição:

“O amor ao futebol como disputa apaixonada faz com que se perca de vista o seu papel transformador. Mas o fato é que o futebol tem sido uma ponte efetiva (e afetiva) entre a elite que foi buscá-lo no maior império colonial do planeta, a civilizadíssima Inglaterra, e o povo de um Brasil que, naqueles mil oitocentos e tanto, era constituído de ex-escravos. Juntar brancos e negros, elite senhorial e povo humilde foi sua primeira lição. O futebol demonstrou que o desempenho é superior ao nome da família e a cor da pele. Ele foi o primeiro instrumento de comunicação verdadeiramente universal e moderno entre todos os segmentos da sociedade brasileira. Ele tem ensinado a agregar e desagregar o Brasil por meio de múltiplas escolhas e cidadanias.

A segunda lição veio com seu desenho. Ele exprime valores antigos (a idéia de que há sorte em todos os confrontos), mas é dele também o ideal moderno de treino. Como uma atividade aberta, ele não discrimina tipos físicos e classes sociais.

O sujeito pode ser preto ou amarelo, alto ou baixo, culto ou ignorante, mas o que interessa é que saiba jogar. Mais: seu foco não são as nobres mãos que levam para o céu (como acontece no vôlei ou no basquete), mas os humildes pés que nos atrelam ao chão e a terra. No futebol, o pé que carrega o nosso corpo transforma-se num mágico instrumento capaz de enganar o adversário e de controlar e passar a bola. Como a capoeira, o jogo do ‘pé na bola’ trouxe a multidões de brasileiros a possibilidade de, ao menos simbolicamente, inverter o jogo. No Brasil, ele abriu a possibilidade de trocar as mãos pelos pés.

O pé, associado à pata e à brutalidade das bestas de carga, muda de posição no futebol. Nele usa-se o pé, sim, mas com método. Seguindo um regulamento que torna as chuteiras de todos os tamanhos e feitios, iguais. E aí está sua lição mais importante: o futebol civiliza o pé. Ele mostra que a parte mais atrasada e bárbara do corpo pode ser submetida não só às sutilezas do jogo, mas à civilidade do saber ganhar e perder sem ódio, de modo transparente e por esforço próprio. Sem a ‘mãozinha’ dos amigos ou parentes. Foi num campo de futebol, não num parlamento, que o povo brasileiro teve a prova de como é maravilhoso juntar treino com talento; ordem com imprevisibilidade; jogadas espetaculares com uma estrutura fixa; e, finalmente, o vitorioso com o derrotado. No futebol, como na democracia igualitária, o ganhador não pode existir sem o perdedor, que terá o triunfo amanhã, mas que hoje, na derrota, valoriza e legitima a nossa vitória.”

(Roberto DaMatta)

Mais sobre o museu em http://www.museudofutebol.org.br/
Mais sobre Roberto DaMatta em  http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_DaMatta